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CNA fala de transição da reforma tributária no agro durante encontro em Goiás

Confederação Nacional da Agricultura
CNA fala de transição da reforma tributária no agro durante encontro em Goiás

 Brasília (23/02/2026) - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na segunda (23), de encontro que debateu os desafios da implementação da reforma tributária no agro.

O encontro ocorreu na Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), em Goiânia (GO), o evento reuniu lideranças, produtores, contadores e especialistas do setor.

Para o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, o debate é essencial para ampliar o entendimento sobre as mudanças no sistema tributário e seus impactos no campo.

Segundo ele, a reforma já está em vigor e demanda atenção do setor produtivo. “Nossa missão é levar essas informações até a ponta, para quem precisa”, afirmou.

O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, apresentou o histórico de tramitação da reforma no Congresso Nacional e destacou que o novo modelo já é uma realidade e os produtores precisam estar atentos ao novo modelo de emissão de notas fiscais.

No entanto, ressaltou, ainda serão necessárias definições complementares. Entre os pontos pendentes, Conchon citou a regulamentação infralegal, inicialmente prevista para setembro de 2025 e ainda em ajustes pela Receita Federal, além das regras do imposto seletivo e da definição das alíquotas que embasarão resolução do Senado.

Ele explicou que o momento é de transição e testes, sem geração de débitos, mas com previsão de cobrança efetiva a partir de 2027.

Ele também ressaltou a atuação da CNA na fase de regulamentação, com envio de sugestões relacionadas ao diferimento de insumos agropecuários e ao conceito de produto agropecuário in natura.

Durante a apresentação, Conchon destacou avanços no texto da reforma, como a previsão de alíquotas reduzidas no agro para insumos e a criação de regime opcional diferenciado para produtores rurais com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões.

“A reforma tributária representa uma mudança de paradigmas, tanto para profissionais da contabilidade e do direito quanto para o produtor rural”, afirmou.

Por fim, Renato destacou que as ações de fiscalizações da RFB sobre contratos de arrendamentos e parcerias devem ser acompanhadas de perto, pois é um tema muito relevante e requer a atenção dos produtores nos próximos anos.

Após a exposição, o coordenador respondeu às perguntas dos participantes sobre as novas normas e os próximos passos da implementação.




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