Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou o cenário na noite deste domingo, 4 de outubro de 2026, após a apuração de 99,96% das urnas eletrônicas consolidar uma das disputas mais polarizadas da história recente do país.
O candidato do Partido Liberal liderou a contagem com 47,04% dos votos válidos, enquanto o atual presidente da República avançou na segunda colocação, registrando 45,15%. Como nenhum dos dois atingiu a maioria absoluta dos votos válidos, a decisão final ficou para o dia 25 de outubro de 2026.
Dinâmica da Apuração e Abstenção
O início da contagem dos votos indicou uma vantagem inicial mais ampla para Flávio Bolsonaro, que chegou a registrar mais de 51% quando os primeiros 12,5% das seções foram totalizados. No entanto, o avanço da apuração nos grandes centros urbanos e no Nordeste reduziu a diferença a cada hora, estabilizando o cenário abaixo da metade dos votos válidos para o líder do pleito.
A terceira posição ficou com o escritor Augusto Cury (Avante), que obteve 2,89%, seguido por Renan Santos (Missão), com 2,24%, e pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), somou 0,27%. Um dos dados mais marcantes do dia foi o índice de abstenção, que atingiu 21% — o que significa que mais de 33 milhões de brasileiros aptos a votar não compareceram às urnas.
Próximos Passos e Articulações
A partir desta segunda-feira, as duas candidaturas majoritárias iniciam uma corrida de três semanas para atrair o eleitorado que votou em outros candidatos ou que se absteve no primeiro turno. As negociações com governadores reeleitos e as novas bancadas consolidadas no Congresso Nacional devem ditar o tom das alianças estratégicas.
O debate econômico, as propostas para a segurança pública e os acenos ao eleitorado de centro serão os pilares centrais das campanhas até o dia 25 de outubro.





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