MOSCA-BRANCA EXIGE MONITORAMENTO CONSTANTE NAS LAVOURAS DA REGIÃO
A presença da mosca-branca tem preocupado produtores rurais e profissionais do campo, especialmente na soja. A praga se alimenta por meio da sucção da seiva das plantas, retirando nutrientes que seriam destinados ao desenvolvimento dos grãos, o que pode resultar em perda de peso e redução da qualidade da produção.
Além dos danos diretos, a mosca-branca libera uma substância açucarada durante a alimentação, criando condições favoráveis para o desenvolvimento da fumagina, um fungo que se deposita sobre as folhas. A presença da fumagina provoca amarelamento precoce, queda de folhas e dificulta a fotossíntese, comprometendo o desenvolvimento da planta e o potencial produtivo da lavoura.
De acordo com o engenheiro agrônomo Pedro Henrique Silva Vieira Oliveira, as condições climáticas registradas desde o início da safra, marcadas por temperaturas elevadas e períodos com poucas chuvas, favoreceram a proliferação da praga em toda a região. “Em algumas áreas, a mosca-branca foi observada inclusive antes da implantação da cultura da soja. Outro fator que contribui para o aumento da infestação é o plantio escalonado, que mantém áreas em diferentes estádios de desenvolvimento, ampliando as possibilidades de multiplicação da praga”, salienta.

O monitoramento frequente da lavoura é apontado como a principal estratégia para o controle da mosca-branca, com recomendações de acompanhamento até duas vezes por semana. Outro detalhe importante é que a ocorrência de chuvas pode reduzir momentaneamente a população do inseto, porém, em áreas onde a fumagina já está instalada, a umidade pode favorecer o avanço do fungo, exigindo atenção técnica redobrada.
O engenheiro agrônomo explica que para o controle da praga, existem alternativas químicas e biológicas, sendo essencial a escolha de produtos que atuem de forma eficiente em todas as fases do ciclo da mosca-branca (ovos, ninfas e adultos). O uso do manejo integrado, com a combinação de diferentes estratégias e produtos biológicos, é destacado como uma prática importante para garantir eficiência e sustentabilidade no controle. “O planejamento antecipado e a adoção de medidas técnicas adequadas são fundamentais para reduzir os impactos da mosca-branca e preservar o potencial produtivo das lavouras”, conclui.



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